quinta-feira, 19 de novembro de 2020

 

Adeus: ANTÔNIO LEÃO

 

O Cinema Brasileiro perde um de seus grandes pesquisadores, o economista, cineclubista e escritor paulistano, Antônio Leão da Silva Neto (1957 – 2020).

 

Reconhecido por obras imprescindíveis na cinematografia brasileira, suas obras são livros de cabeceiras para muitos profissionais de cinema, entre eles estão: ‘Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro’, de 1998, atualizado em 2010, ‘Dicionário de Filmes Brasileiros – de Curta e Média-Metragem de 2006, atualizado em 2011 e de Longa de 2009, ‘Fotógrafos do Cinema Brasileiro’, de 2011, ‘Super-8 no Brasil: Um Sonho de Cinema, 2017, ‘Enciclopédia Mazzaropi, entre outros, são fonte de referência obrigatória para bibliotecas, escolas, redações de jornais, revistas, emissoras de rádio, televisão e cineclubes.



Seu interesse por cinema brasileiro teve início nos anos 1960. A série Vigilante Rodoviário e os filmes de Mazzaropi, foram essenciais em sua paixão pelas imagens em movimento. No final dos anos 1960, passou a colecionar filmes na bitola 16 mm e em seguida, a convite de Archimedes Lombardi, de quem ficou amicíssimo, passou a fazer parte do Cineclube Ipiranga. Com ele fundou Associação Brasileira de Colecionadores de Filmes em 16mm.


 

Filmes como “Alô, Alô Carnaval1936, de Adhemar Gonzaga, produzido pela Cinédia, ‘Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro’, 1969, de Glauber Rocha, foram recuperados, graças ao trabalho da associação e da participação direta do pesquisador Antônio Leão.

 


Em 2016 começamos a realizar o filme: “Cineclube Ipiranga, o Último dos 16 MM”, para comemorar os 50 anos de atividades ininterrupta do cineclube, data em que permanecia exibindo filmes em película de 16 mm, em sua programação no auditório daquela Biblioteca Temática. A escolha da biblioteca para abrigar um acervo de cinema e a homenageá-la com o cineasta Roberto Santos, muito se deve ao trabalho desenvolvido pelo cineclube naquela instituição.



Com a morte de Archimedes Lombardi, iniciamos uma campanha para nomear o auditório da Biblioteca Ipiranga, como o nome dele. Hoje a sala faz parte do Circuito Spcine e conseguimos que que a Câmara de vereadores da cidade, assim legislou. Por outro lado, infelizmente, o cineclube Ipiranga perdeu a cessão da sala em detrimento do circuito.

 

 

O Centro Cineclubista de São Paulo o homenageou, quando da realização do 8º Fórum de Cineclubismo e Cinema Comunitário, realizado na cidade de Mococa. Leão era acima de tudo um homem de família, adora música e como baixista ajudava a manter o Rock nas suas preferências. Assim como falar de cinema, alimenta a alma, depois das sessões do cineclube, o corpo se mantinha firme, graças as boas pizzarias existentes no bairro do Ipiranga. Sua falta será sentida, muito sentida amigo. Que sua jornada seja de luz e paz. 





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